O que o seu coração sabe que a sua mente não consegue explicar?

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Você se lembra da última vez em que seu coração falou para você qual direção tomar ou como poderia seguir em frente, mas você não deu-lhe ouvidos por que era difícil explicar??

Neste post apresento dois tipos de conhecimento: analítico e original; e porque mindfulness é um caminho para o conhecimento do coração.

O paradoxo do milagre

Imagine que quando você for dormir esta noite um milagre acontecerá. Você acordará na manhã seguinte e algo terá mudado profundamente em você. (Ok se você não acredita em milagres, vamos apenas brincar um pouco com nossa imaginação).

Pare por um minuto ou dois e sinta em seu coração o que terá mudado em você??

Imagine como você se verá diferente pela manhã??

Sinta como você se sentirá diferente???

Que comentários você ouvirá das pessoas próximas sobre sua profunda mudança?

P.S: Este não é um exercício de mindfulness, e sim de PNL, ótimo para gerar visão, intenção e condições de mudanças.

Se você refletiu honestamente no exercício acima, aposto que de alguma forma você acessou uma brilhante possibilidade futura do seu Eu. E essa possibilidade pode ser realizada, talvez não da noite para o dia, mas por um caminho construído intencionalmente.

Conhecimento original

Nossa mente tem uma capacidade magnífica de coletar, analisar e armazenar informações, objetos e eventos, relacionando circunstâncias previsíveis para explicar a realidade de acordo com nossos valores condicionais. Essas representações da realidade podem ser chamadas de conhecimento analítico.

Em contrapartida filósofos estudam há séculos uma consciência mais abrangente que podemos chamar de conhecimento original. Segundo Eleanor Rosch - professora de psicologia da cognição na University of California, em Berkley - "Esse conhecimento é amplo e não definido, com um sentido de valor incondicional, e não de utilidade condicional é uma parte inerente ao próprio ato de conhecer"... "É espontâneo, atemporal, direto, amplo e compassivo".

Em outras palavras o conhecimento analítico é fragmentado pois se dá a partir das partes, ou da soma das partes. O conhecimento original é integral pois brota desta percepção do todo que é maior do que a soma de todas as partes.

Aprender a conectar-se com este tipo de conhecimento e agir a partir dele tem se mostrado muito eficaz para o equilíbrio emocional, a empatia e criatividade. Porém, ele não acontece como um milagre. É um caminho construído minuto a minuto, dia a dia, mês a mês, década após década.

Mindfulness como caminho do coração

Nosso estado natural é o conhecimento original. Mindfulness é relembrar a nossa natureza. Utilizar o conhecimento analítico em sintonia com o conhecimento do coração é uma habilidade que pode ser desenvolvida.

Este caminho pouco tem a ver com técnicas. Tem mais a ver com abrir-se a sabedoria do fluxo da vida. Contemplar o momento presente, simplesmente sendo um com o todo. As bases para o desenvolvimento dessa habilidade são a calma, a intencionalidade e a curiosidade

Se você está iniciando ou retomando este caminho, seguem 3 dicas sobre as bases citadas acima:

Tudo começa com intenção. Reflita sobre sua real motivação para desenvolver mindfulness (o exercício do milagre pode ajudar). Reconecte-se com a intenção várias vezes ao longo do dia. Você pode programar lembretes no celular, por exemplo.

Escute o corpo. Ele sente e sabe mais do que você imagina. Desligar o piloto automático e acalmar sua mente pode começar com o simples ato de estar mais consciente da sua postura e da respiração.

Cultive a curiosidade. Tudo está em constante transformação a todo o momento. Olhar os eventos internos e externos com leveza e curiosidade pode trazer um frescor ao dia a dia, transformando o velho conhecido em novo e interessante.

Por isso nossos programas abordam diferentes formas e níveis do que há de mais moderno em termos de conhecimento analítico, mas têm o foco na experiência direta, na investigação gentil e nas raízes do conhecimento original de mindfulness.

Coração e mente são a mesma coisa. Não há mindfulness sem heartfulness. E nesta consciência ampla, espontânea, atemporal, direta e compassiva qualquer coisa pode se manifestar. Até mesmo um milagre, difícil de explicar em palavras.

 
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