O que é mindfulness?

Mindfulness é Consciência Consciente.

A capacidade inata do ser humano de saber que está ciente de si. Traduzido livremente para o português como Atenção Plena.

É um conhecimento direto e intuitivo do que você está fazendo enquanto está fazendo. É saber o que está acontecendo dentro de sua mente e corpo, e o que está acontecendo no mundo exterior também.
— Mark Williams, Oxford Mindfulness Centre 2011.
 
 # prestar atenção a pensamentos, sentimentos e sensações corporais para se tornar diretamente consciente deles, e mais capaz de gerenciá-los;  # tem origens em práticas contemplativas milenares e também se baseia em avanços científicos recentes;  # é de valor potencial para todos que buscam ter saúde e sucesso em um mundo frenético.

# prestar atenção a pensamentos, sentimentos e sensações corporais para se tornar diretamente consciente deles, e mais capaz de gerenciá-los;

# tem origens em práticas contemplativas milenares e também se baseia em avanços científicos recentes;

# é de valor potencial para todos que buscam ter saúde e sucesso em um mundo frenético.

 
 
 
 

O Mistério da Consciência

Não existe mistério mais profundo do que mindfulness/consciência. Este é o caminho da realidade viva, da espiritualidade e da vida prática, interligadas em uma coisa só. É a fonte de alegria e bem-estar, a origem da saúde e da felicidade, o tesouro no coração de tudo e de todos. Não existe mistério maior.
— Tarchin Hearn
 
 
h-heyerlein-199082-unsplash.jpg
 

Origens e contexto histórico

…é bem possível que, com o contato da ciência ocidental, e inspirado pelo espírito da história, os ensinamentos originais do Gautama (Buddha), revividos e purificados, poderão ainda ter um papel muito importante na direção do destino humano.
— H.G. Wells, "O Esboço da História Humana", 1920.
 
 
 

Sidarta Gautama

"...o caminho direto para o bem-estar de todos os seres..."

Índia - 500 a.C

Dois mil e quinhentos anos atrás, um homem, que ficou conhecido como o Buddha, foi levado a lidar com alguns dos grandes enigmas da vida. Como viver bem em um mundo que está constantemente mudando, imprevisível e impossível de controlar? Como se pode viver com impermanência e morte, insatisfação e sofrimento, sem desligar, ou escapar para a  fantasia, ou agarrar-se fácil à explicações filosóficas, ou simplesmente enterrar-se na reatividade sem fim?

Essas perguntas, ou outras similares, moveram iogues, filósofos e outros seres curiosos ao longo da história e são tão relevantes hoje quanto eram centenas ou milhares de anos atrás.

Abordando a totalidade da experiência humana, momento a momento, com atenção, curiosidade e compaixão, em primeira pessoa, Sidarta constatou que praticar mindfulness nos leva a compreensão clara sobre as consequências do nosso continuum de escolhas, e isso explica a centralidade de mindfulness nos seus ensinamentos.

É o modo, pelo qual, podemos mudar a vida condicionada inconsciente para a liberdade; e de verdadeiramente sentir a potencialidade da vida, vivendo no momento presente em consciência plena. Por isso, o ensinamento do Buddha é caracterizado por uma curiosidade aberta para a experiência humana, com toda a sua plenitude liberadora.

As instruções mais sistemáticas do Buddha, em relação a mindfulness, foram registradas em dois discursos muito conhecidos: o Ānāpānasati Sutta que delineia o caminho da liberdade pelo desenvolvimento de mindfulness apoiado na respiração; e o Satipatṭṭhāna Sutta, que é um ensinamento mais detalhado da aplicação de mindfulness, mais comumente traduzido como Os Quatro Fundamentos de Mindfulness.


 
 

Jon Kabat-Zinn

"...prestar atenção de uma forma específica: com propósito, no momento presente e sem julgamentos."

University of Massachusetts - 1979

A prática de mindfulness, como a conhecemos no mundo moderno, foi introduzida de forma não religiosa nos ambientes laicos, por muitos estudiosos e praticantes profundamente experientes em Buddha Dharma, isto é, nos ensinamentos do Buddha. Especialmente pelo Dr. Jon Kabat-Zinn que descreveu suas primeiras inspirações assim:

Durante um retiro vipassanā de duas semanas no Insight Meditation Society (IMS) em Barre, Massachusetts (USA), na primavera de 1979, enquanto meditava sentado em meu quarto, por volta do décimo dia do retiro, eu tive uma “visão” que durou talvez dez segundos. (...) Eu vi em um flash, não apenas um modelo que poderia ser usado, mas, também, as implicações a longo prazo do que poderia acontecer se a ideia básica fosse segura e pudesse ser implantada como um teste em um ambiente — ou seja, que ela iria criar novos campos de investigações científicas e clínicas, e que iria propagar-se em hospitais e em clínicas e centros médicos em todo o país e no mundo, e proporcionar sustento ético para milhares de praticantes. - Jon Kabat-Zinn.

O treino de mindfulness foi inicialmente introduzido por Kabat-Zinn como tratamento para dor crônica, mas se mostrou eficaz para outros problemas, como, por exemplo, diversos transtornos de ansiedade. 

Foi assim que, em setembro de 1979, nasceu o Stress Reduction and Relaxation Programme (Programa de Redução de Estresse e Relaxamento), que mais tarde tornou-se o MBSR, o programa Mindfulness-Based Stress Reduction (Redução de Estresse baseado em Mindfulness), hoje tão conhecido.

 
 

Ellen Langer

"O simples ato de perceber as coisas ativamente."

Harvard University - 1989

Antes de desenvolver sua noção de mindfulness, Langer dedicou a maior parte de sua carreira a estudar o fenômeno que foi chamado por ela de mindlessness. A autora define esse termo como um modo de funcionar em que a pessoa vive como se fosse guiada por um piloto automático, usando referências prontas – um modo de ação muito comum na vida cotidiana. Trata-se de uma maneira de pensar e agir em que o indivíduo confia em categorias previamente estabelecidas e olha o mundo a partir de uma única visão.

Langer define mindfulness pela negação das características de mindlessness. Assim, mindfulness é caracterizado, em um primeiro momento, pela criação contínua de novas categorias para interpretação das vivências, prestando atenção plena à situação e ao contexto. É também resultado de uma abertura a informações novas e de um foco sobre os processos complexos.

Dra. Langer realizou algumas das primeiras pesquisas sobre meditação, seu trabalho se concentrou principalmente na consciência plena (mindfulness) sem meditação.

A autora aponta que a meditação promove um processo de desautomatização cognitiva comparável com as estratégias que ela propõe. Categorias antigas, pelas quais a pessoa costumava viver, são também rompidas pela meditação, e o indivíduo não está mais preso em uma visão unidimensional da realidade.


Conheça as nossas principais aplicações de mindfulness no ambiente de trabalho